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coca cola rs Confira os premiados do Concurso "Minha História de Natal"

Confira os premiados do Concurso "Minha História de Natal"

21/12/2018 - Por lrmarques@cvi.com.br em CVI
A escolha não foi fácil, mas abaixo você pode conferir as três melhores histórias do Concurso Cultural "Minha História de Natal".

1º lugar:
"Minha história aconteceu em Santo Ângelo, onde nasci. Quando era pequeno meu pai era sargento do exército e tínhamos uma vida simples. Entre as lembranças da infância vem o caminhãozinho da Coca-Cola que costumava passar para trocar os cascos vazios por cheios. Um dia, antes do natal, chegou uma senhora com uma torta muito bonita, sentou para conversar, deixou a torta e depois foi embora. A princípio não liguei para isto, pois o que mais me interessou foi aquele bolo que havíamos ganho de presente. Passou um ano e está senhora voltou novamente com uma torta para o nosso natal. Eu fiquei curioso do porquê esta senhora havia retornado e trazido novamente uma torta. Ela não era nossa parente, era uma conhecida da família.
Então minha mãe explicou o motivo deste presente anual.
Durante uma manobra militar, meu pai havia salvo o filho desta senhora, que estava se afogando em um lago. O bolo era um agradecimento por ter o filho junto a ela e a família durante o natal. Ela era agradecida e entendi a grande razão para se comemorar o natal. Meus pais ainda foram padrinhos de casamento deste jovem e passamos a conviver com esta família. O maior presente é a vida e o convívio com os nossos. Meu pai nunca ganhou uma medalha por isto, porém todos ganhamos a amizade e reconhecimento pela vida."

*Sergio Luis May*

2º lugar:
No ano de 2017 trabalhava de Técnico de Enfermagem no Lar das Vovozinhas. Sempre falava para algumas vovós que iria levar três delas passar o Natal na minha casa, com minha família.
Foram meses de projetos e com todos que vinham fazer visitas e estagiários era sempre o assunto delas: falando que iriam passar o Natal na casa do Sr. Luciano. Como não tenho mais meus avós, sentamos com toda família e combinamos que dia as pegaríamos no Lar, então escolhi três beldades do Lar: a vó Cora, a vó Genesi e a famosa vó Marieta, a gaiteira do Lar.
Levei elas dia 24 de dezembro e foi muita emoção: parecia que iriam a uma viagem internacional. Foi um natal inesquecível para todos nós e para elas uma emoção nunca vivida. O dia se inicia com a vó Marieta tocando suas canções natalinas e repertório maravilhoso, acompanhada pelas amigas Cora e Genesi auxiliando nas canções. (...) . Vivemos momentos fantásticos, com todas as guloseimas e cardápio que as vós gostavam, com direito a banho de piscina. Na hora da ceia foi algo inesquecível, um sentimento sem igual. Reunimos os parentes e todos foram lá prestigiar e dar atenção as vovós.
(...) Muito Amor envolvido agradeço a Deus todos os dias por ter feito parte desta história inesquecível de dedicação e gratidão.

*Luciano de Freitas Vasconcelos*


3º lugar:
Não lembro o ano, mas lembro que eu era uma criança baixinha e gordinha, e que a casa do meu avô estava cheia de primos e parentes para aquele que seria nosso último natal juntos. Com a idade já avançada e os mais diversos problemas de saúde (misturados com a ausência da minha avó que um ano antes nos deixou vítima de um infarto) ele já demonstrava sinais de fraqueza e de profunda solidão.
Minhas tias fizeram tudo com muito amor e carinho para que o encanto do natal de todos os anos florescesse, mesmo com o vazio deixado pela minha avozinha.
Decoração pronta, muita comida e fartura, crianças correndo para lá e para cá. Os pisca-piscas em torno daquele pinheiro (natural) enfeitado pelos netos e recheado de presentes. Papai Noel sabia dos meus desejos e, portanto, um presente legal eu acreditava que ganharia. Que utopia a minha! Aquele momento marcaria para sempre este jovem que aqui relata sua história.
Todos abrindo seus presentes, alegria aparente, crianças radiantes. Fui um dos últimos a serem chamados, e meu presente não era aquilo que eu tinha pedido ao bom velhinho. Primeira decepção da vida. Meus primos com suas bicicletas, bolas, carrinho de controle remoto, skate, e eu, abrindo o pacote já com lágrimas nos olhos, vi que era apenas uma bermuda e uma camiseta regata.
“ Papai Noel lhe trouxe roupa meu filho?”
“ Não quero, não pedi isso. Eu passei de ano, me comportei e sempre fui um bom filho então cadê o meu presente?”
Mamãe, com todo amor, então me disse:
“Papai Noel não existe e eu só tinha dinheiro para comprar roupas. Teu pai gastou tudo, não fica triste e acredite: a gente dá o que tem. Não importa o valor e sim o sentimento na hora da entrega”.

*Ricardo da Silva do Rosário *